Apresentado na semana passada como o primeiro SUV elétrico de sete lugares do Brasil, o BYD Tan. O modelo ainda não teve o seu preço definido, mas a marca chinesa adiantou que será vendido a partir de janeiro do ano, com preço entre R$ 400 mil e R$ 500 mil. O valor não é baixo, mas se for mantido nessa faixa, ainda será consideravelmente inferior às quantias pedidas pedidos por SUVs elétricos de marcas premium com as mesmas especificações do Tan.

O WM1 considerou que o BYD Tan será colocado à venda na casa dos R$ 400 mil, e comparou com o que o modelo que a concorrência oferece de mais próximo nessa faixa de preço: Volvo XC40 Recharge (parte de R$ 389.950). Confira a seguir qual deles é a melhor opção entre os SUVs elétricos premium abaixo dos R$ 500 mil.

O BYD Tan pode ser considerado um SUV de porte grande, pois mede 4,87 metros de comprimento, 1,72 m de altura, 1,95 m de largura e tem 2,82 m de distância entre-eixos. O porta-malas acomoda 940 litros de bagagem, mas a sua capacidade cai para apenas 235 litros quando a terceira fileira de bancos está em uso para acomodar mais dois passageiros.
Por sua vez, o XC40 Recharge leva apenas cinco ocupantes e é o menor SUV da Volvo atualmente. O modelo tem 4,42 m de comprimento, 1,64 m de altura, 1,86 m de largura e 2,70 m de entre-eixos. Apesar de ter um porta-malas (414 litros) consideravelmente menor que o do BYD Tan, o XC40 Recharge possui um compartimento dianteiro de 31 litros de capacidade no lugar que é ocupado pelo motor nas versões a combustão.
O BYD Tan é movido por dois motores elétricos, um em cada eixo (245 cv na dianteira e 272 cv na traseira), que entregam 517 cv de potência e 69,4 kgf.m de torque combinados. Segundo os dados de fábrica, o SUV de 2.749 kg acelera de 0 a 100 km/h em 4,6 segundos e atinge a velocidade máxima de 186 km/h (limitada eletronicamente).
O Volvo XC40 Recharge também é movido por dois motores elétricos que, combinados, entregam 413,6 cv de potência e 67,3 kgf.m de torque. Com 2.184 kg, o Volvo precisa de 4,9 segundos para ir da imobilidade aos 100 km/h e tem velocidade final limitada em 180 km/h.
De acordo com a BYD, o Tan pode rodar até 437 km em ciclo combinado (cidade/estrada). No trânsito urbano, o SUV tem alcance de 472 km, enquanto na estrada a autonomia cai para 395 km. A bateria tem 86,4 kWh de capacidade.
A Volvo, por sua vez, informa que o XC40 Recharge tem alcance máximo de 418 km com 100% da bateria de 78 kWh.
Ambos são equipados com o que há de mais moderno em termos de tecnologias de assistência de direção: controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, sensor de ponto cego, assistente de permanência em faixa, além de câmera com visão em 360º, reconhecimento de sinais de trânsito, sensor de chuva, faróis de LED com ajuste automático do facho alto, controles de estabilidade e tração e, pelo menos, seis airbags.
Os SUVs elétricos contam ainda com ar-condicionado de duas zonas, bancos de couro, central multimídia (no XC40 tem assistente do Google e no Tan a tela pode ser girada para as posições horizontal ou vertical), entre outros. No BYD, as rodas de liga leve são de 22 polegadas, enquanto no Volvo são de aro 20”.
Se o BYD Tan chegar, de fato, com preço na casa dos R$ 400 mil, será a opção mais vantajosa nessa faixa. Além de ser mais potente, o modelo chinês tem praticamente o mesmo nível de equipamentos de segurança do Volvo, é mais espaçoso e ainda leva dois ocupantes a mais.
Ao Volvo XC40 Recharge resta torcer para o rival chinês chegar em janeiro com preço bem acima dos já citados R$ 400 mil.