Polêmicas envolvendo automóveis aparecem e somem de tempos em tempos. Uma delas, que está em alta novamente, diz respeito à necessidade de troca de óleo de transmissão automática banhada... a óleo.
A primeira coisa que você precisa saber é que o manual do proprietário é soberano nessa questão. Algumas marcas irão recomendar, enquanto outras trabalham com lubrificantes do tipo "lifetime" - ou seja, que têm a mesma vida útil da transmissão.
Sim, é preciso trocar o óleo do câmbio, uma vez que o uso aumenta a temperatura em conjunto com as elevadas pressões de contato, que geram intensas interações metal x óleo x metal. Nesse processo, por vezes pode haver pequenas remoções de materiais metálicos que ficam no óleo.
No entanto, esse tipo de lubrificante é exclusivo para as transmissões e tem características próprias. É bem diferente dos óleos para motor, por exemplo. O óleo da transmissão trabalha em temperaturas menores, mas com pressão muito maior. Sendo assim, necessita de maior viscosidade e resistência à quebra do filme de óleo.
E vale ressaltar que, caso o manual indique a troca do óleo, a não realização do procedimento pode trazer sérios problemas. Há possibilidade de desgaste, aquecimento e até mesmo a perda da função da automação em caixas automáticas - bem como, obviamente, o cancelamento da garantia do componente.
Apesar disso, o modo como se dirige o carro não interfere na vida útil desse lubrificante - somente casos muito extremos ou de trancos nas trocas de marchas podem reduzir o período necessário da troca.
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