Demorou, mas os scooters conquistaram o Brasil!

Versáteis, baratos e econômicos, eles ganharam mais espaço na última década e se consolidaram como opção viável no país

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Roberto Dutra
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Quem ainda não pensa em um scooter como opção de mobilidade urbana deve começar a rever seus conceitos. Ou então discordar de milhares de brasileiros que, na última década, escolheram os scooters para seus deslocamentos urbanos tanto como primeiro veículo de duas rodas quanto "migrando" de uma motocicleta - ou, ainda, como segunda ou terceira opção da casa, além da moto e do carro.

Yamaha Jog 50
O pequeno Jog 50 foi uma das primeiras apostas da Yamaha no segmento, no Brasil. Era o sonho dos adolescentes...
Crédito: Divulgação
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Os números não mentem: em 2010, os scooters respondiam por 19,1% do mercado brasileiro de duas rodas. Essa participação cresceu progressivamente até "explodir" em 2016, quando chegaram a 34,6%. De lá para cá, estabilizaram na faixa dos 33% - e só ficam atrás das motos urbanas, também chamadas de "street".

Essa história demorou para acontecer. Até o início dos anos 2000, os scooters eram vistos como pequenos, frágeis e pouco confiáveis - e, de certa forma, desprezados - no país. As primeiras experiências realmente práticas surgiram com modelos como o pequenino Yamaha BWs 50, vendido no país entre 1995 e 2000, Jog 50, de 1993 a 1999, e o irmão maior Axis 90, de 1994 a 1998; os Suzuki Address 50, de 1994 a 2002, e Address 100; de 1994 a 2003; e o exótico Honda Spacy 125, de 1994 a 1996. Mas as vendas foram discretas e logo saíram do radar.

Honda Spacy 150
O exótico Spacy 150 foi lançado pela Honda em 1994  e "despontou" para o anonimato apenas dois anos depois
Crédito: Divulgação
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O segmento ganhou força, mesmo, com o Suzuki Burgman AN 125, lançado em 2006 ainda com motor carburado (teve uma segunda encarnação, injetada, entre 2012 e 2019) e com o surgimento da Dafra Motos, que apostou forte no Laser 150, em 2008, no Smart 125, em 2010, e no Zig 100, também em 2010. Quando viram esse movimento (re)começar com força, Honda e Yamaha voltaram a investir. Enquanto isso, Dafra e Suzuki também reforçavam suas fileiras.

Suzuki Burgman 125
O Suzuki Burgman 125 foi tão bem sucedido que teve duas encarnações - uma carburada e outra injetada
Crédito: Divulgação
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De lá para cá, demos as boas-vindas (e, em alguns casos, também adeus...) a muitos modelos: os Dafra Cityclass 200i, Citycom 300i, Maxsym 400i, Fiddle 125 e Zig 50; os Honda Lead 125, SH 150, SH 300, PCX 150, ADV 150 e X-ADV 750; os Yamaha Majesty 250, T-Max 530, NMax 160 e XMax 250; e os Suzuki Burgman 400 e Burgman 650i - entre outros, sem contar modelos de marcas que duraram pouco, como Sundown e Traxx.

Dafra Citycom 300i
Robusto e confortável, o Citycom 300i é o modelo da Dafra que obteve mais sucesso no Brasil
Crédito: Divulgação
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Hoje os scooters são tão donos das ruas quanto as motos "street", e se diferenciam mais pelo tipo de uso. Enquanto essas motos são predominantemente usadas a trabalho, por entregadores de todos os tipos - documentos, encomendas, lanches etc -, os scooters são mais usados para o deslocamento diário do proprietário rumo ao trabalho e vice-versa. E, eventualmente, nos mesmos trabalhos das motos "street".

Honda Pcx 150
O Honda PCX 150 é o scooter mais vendido no mercado brasileiro: mais de 25 mil unidades este ano, até novembro
Crédito: Divulgação
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Essa conquista se deu pela irrefutável combinação de bons argumentos: são veículos baratos de comprar e de manter, práticos pelo tamanho compacto e pelo espaço sob o banco para guardar objetos (que existe em quase todos os modelos) e pelo baixo consumo, que na maioria das vezes supera os 50km/l. Não é por acaso que, nos últimos anos, nas vezes em que o mercado geral de veículos e duas rodas sofreu queda, as vendas de scooters continuaram a crescer. E quando o mercado cresceu, as vendas de scooters subiram mais ainda.

Hoje os scooters são uma realidade e a tendência é que esse cenário se consolide ainda mais, com vendas crescentes em quaisquer circunstâncias. Por isso, também podemos esperar pelo lançamento de novos modelos para 2022, como o já anunciado Honda Forza 350. Enquanto isso, confira abaixo os scooters mais vendidos no Brasil este ano, segundo o ranking de emplacamentos da Fenabrave. Ao lado, botamos os preços iniciais atuais de cada um para ajudar o caro leitor a escolher o seu (sem frete e seguro).

Ranking de venda de scooters no Brasil

Abaixo os scooter mais vendidos no Brasil, com o número de unidades comercializadas entre janeiro e novembro deste ano e o preço do modelo zero-quiômetro.

1. Honda PCX 150 - 25.875 - R$ 13.510

2. Honda Elite 125 - 19.526 - R$ 10.120

3. Yamaha NMax 160 - 18.354 - R$ 15.890

4. Yamaha Neo 125 - 12.046 - R$ 10.690

5. Honda ADV 150 - 10.025 - R$ 18.500

6. Yamaha XMax 250 - 4.779 - R$ 27.290

7. Honda SH 150 - 2.145 - R$ 13.340

Outras opções zero-quilômetro:

Dafra Citycom 300i - R$ 23.690

Dafra Citycom HD 300 - R$ 24.990

Dafra Cruiysm 150 - R$ 15.490

Dafra Maxsym 400i - R$ 34.490

Haojue Lindy 125 - R$ 12.697

Haojue VR 150 - R$ 16.287

Kymco Agility 16+ 200i - R$ 15.250

Kymco People GTI 300 - R$ 23.950

Kymco Donwtown 300i - R$ 32.400

Kymco AK 550i - R$ 61.900

O Kymco AK 550 é o scooter mais caro à venda no Brasil: custa R$ 61.900!
Crédito: Divulgação
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Por fim, confira abaixo a participação histórica dos scooters no mercado brasileiro de veículos de duas rodas:

2010 - 19,1%

2011 - 21,3%

2012 - 24,7%

2013 - 27,4%

2014 - 28,2%

2015 - 30,5%

2016 - 34,6%

2017 - 31,8%

2018 - 32,2%

2019 - 33,9%

2020 - 33,7%

2021 - 33,1%

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