A Ferrari lançou esta semana no Brasil um cupê esportivo chamado 12Cilindri (de "12 cilindros", em italiano). Na tradução, "Dodici Cilindri", mas a pronúncia exata é algo como "Doditi Tilindri".
Esse é o carro que substitui o 812 Superfast. Segundo a importadora oficial da Ferrari no Brasil, a Via Italia, 20 unidades já foram configuradas para clientes brasileiros. O preço inicial é de R$ 7,9 milhões, mas a Via Italia afirmou que consumidores desse tipo de carro gostam de "customizar" o produto, fazendo com que seu preço normalmente supere os R$ 8 milhões.
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Com pegada meio que de muscle car, na visão dos fãs americanos - o 12Cilindri foi mostrado pela primeira vez em Miami (EUA) -, o cupê esportivo foge do que estamos acostumados a ver em carros da marca italiana.
Curiosamente, o design é controverso, apesar de musculoso. Segundo a Ferrari, o desenho é inspirado no da 365 Daytona, dos anos 1960 - que, diga-se, lembrava bastante a estética de um GM Corvette.
Note como o capô é longo; o balanço central, médio; e a traseira, curta. Com vincos marcantes e bem característicos, e linhas refinadas, o modelo usa rodas de 21 polegadas na frente e atrás, mas com medidas diferentes: 275/35 R21 na dianteira e 315/15 R21 na traseira.
É um cupê tradicional do tipo Gran Tursimo (de onde vem a sigla "GT"), com 4,73 m de comprimento, 1,29 m de altura, 2,18 m de altura e 2,70 m de entre-eixos. Feito para viagens e uso cotidiano.
Por dentro há diversos elementos esportivos, como peças e bancos em fibra de carbono (do tipo concha, de corrida) e poucos elementos ajustáveis, justamente para ser fiel à proposta.
Mas também há muito luxo, como materiais emborrachados, couro, Alcântara e, claro, mais fibra de carbono. São três telas no painel: o quadro de instrumentos, atrás do volante, tem 15,6 polegadas; já a central, da multimídia, tem 10,3 polegadas; por fim a terceira, na frente do passageiro, com dados sobre a viagem, tem 8,8 polegadas.
Há ainda um pacote com sistemas de assistência ao motorista, sistema de som premium da grife Burmester com 1.600 Watts de potência e câmera 360º.
É claro que não poderíamos deixar de falar sobre o coração da "macchina". O motor V12 do 12Cilindri é o mesmo usado no Purosangue, o "SUV" da empresa.
São 6.5 litros naturalmente aspirados, posicionado de forma central-dianteira, com pistões feitos em liga de alumínio e sistema de abertura e fechamento de válvulas vindo da Fórmula 1.
Também há eixo traseiro esterçante e uma série de recursos, embora a marca acredite que esse tipo de cliente não seja tão fã desses tipos de "assistências".
O resultado? 830 cv de potência e 69,1 kgfm de torque - sendo que 80% dessa força está disponível logo aos 2.000 giros. Em números, a Ferrari divulga um zero a 100 km/h em 2,9 segundos e velocidade máxima de 340 km/h. O câmbio do GT é automatizado de oito marchas e dupla embreagem, e a tração é traseira.
O carro pesa 1.525 quilos, uma "pena" de tão leve para um cupê de quase cinco metros e motor V12.
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