Uma ideia trazida dos Estados Unidos por um consultor da BMW deu início ao que hoje é conhecido como "linha M". Tudo não passava de um conceito e tinha como lema a proposta de criar produtos versáteis para o dia a dia, mas também com uma pegada esportiva e, especialmente, rápidos. A ideia inicial foi apresentada à divisão esportiva BMW Motorsport GmbH (que futuramente viria a levar apenas o "M" como nome), em 1972. Com isso, iniciou-se o desenvolvimento de carros competitivos para provas de Turismo. Todas eram versões de modelos já existentes modificadas para ficarem mais potentes e leves.
Entre 1976 e 1978, a divisão esportiva começou a ser direcionada para a criação de modelos exclusivos com a sigla "M", como os que vemos hoje. O primeiro integrante dessa família de modelos preparados de fábrica e que levavam as três faixas (azul, roxo e vermelho) foi o cupê M1.
O modelo tinha design assinado por Giorgio Giugiaro e impressionava pelas formas aerodinâmicas e esportivas. Na dianteira, por exemplo, chamavam a atenção os populares faróis escamoteáveis e a grade, que continha uma releitura do tradicional duplo rim. Além disso, o cupê também foi pioneiro na BMW por trazer o motor central traseiro. Sua proposta era tão marcante que ele chegou a ganhar uma categoria de automobilismo própria, chamada de M1 Procar.
Depois disso, a BMW Motorsport, que já se chamava BMW M, focou seus trabalhos no desenvolvimento para a Fórmula 1. A divisão contava com um time de engenheiros liderados por Paul Rosche e tinha Nelson Piquet ao volante. Com o brasileiro, a escuderia Brabham BMW conquistou o título, em 1983.
Um dos projetos desenvolvido pelo time de engenheiros focava na construção de um motor pequeno e potente. O objetivo foi conquistado com um 1.5 litro capaz de entregar potência acima dos 600 cv. Era algo impressionante para um propulsor tão compacto!
Nesse ponto da trajetória, tudo contribuía para que a marca começasse a usar sua experiência adquirida em competições na produção de modelos de rua. E foi exatamente isso que aconteceu. Três anos depois, o primeiro projeto M para o público geral ganhou vida: lançado em 1986, o M3 era baseado no Série 3 daquele ano, foi um sucesso entre os proprietários e é considerado até os dias atuais uma lenda entre os amantes do estilo touring.
Foi o bom resultado do modelo que abriu as portas para a ampliação da linha com M5 e outros que vieram e seguem chegando, como o atual elétrico BMW i4 M50i, que está prestes a chegar no Brasil. A potência combinada desse sedã chega a 544 cv e o torque é de 79,5 kgf.m. Com esse conjunto, o elétrico acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,9 segundos.
Também em comemoração aos cinquentenário da série M, a BMW lançou uma versão exclusiva da motocicleta S 1.000 RR. Baseado no modelo de produção normal da superbike, essa versão exibe acabamentos muito particulares, como os badges da divisão, uma capa para o banco do garupa - que simula um assento monoposto para o piloto - e rodas de carbono, entre outros baratos.
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