Usado Novo: Honda City de 4ª geração é bom negócio

Sedã lançado em 2009 sempre foi reconhecido pelo bom espaço interno e confiabilidade. O custo/benefício continua bom

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Lucas Cardoso
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O Honda City chegou por aqui em agosto de 2009 com o objetivo de ocupar o posto de sedã compacto mais sofisticado à venda no país. Então em sua terceira geração (mas a primeira no Brasil), o modelo oferecia acabamentos melhores, mais equipamentos e o mesmo conjunto mecânico de algumas versões do Fit.

Nessa primeira linha, o modelo competia, por exemplo, com modelos como o Fiat Linea e o Volkswagen Polo sedã, que tinham preços até maiores que os cobrados pelo Honda - o três volumes compactos foi lançado com preço a partir de R$ 56.210 (outros tempos...).

Honda City 3 F1
O City de terceira geração chegou ao Brasil em 2009 para preencher espaço abaixo do Civic
Crédito: Divulgação
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Usado Novo: Honda City de 4ª geração é bom negócio

O motor era um quatro cilindros em linha com 1.5 litro, 16 válvulas e comando variável. Flex, o propulsor rendia até 116 cv de potência a 6.000 rpm e gerava o torque máximo de 14,8 kgf.m de torque a 4.800 rpm.

O motor era conhecido do público brasileiro por ser confiável e resistente. Dava pouca manutenção e podia ser combinado com câmbio manual ou automático, ambos com cinco velocidades.

O três volumes japonês tinha espaço interno bacana, com bom entre-eixos e porta-malas de 506 litros
Crédito: Divulgação
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Dos melhores em nível de equipamentos

Além do acabamento interno de muito bom gosto, com superfícies em soft-touch aqui e ali, e couro dos bancos nas versões topo ELX, o City mandava bem nos equipamentos. Desde a versão de entrada, a LX, vinha com ar-condicionado, direção elétrica, vidros, travas e retrovisores elétricos, rádio com MP3 e rodas de liga com aros de 15 polegadas.

A traseira era bem menos charmosa que a frente, mas não incomodava
Crédito: Divulgação
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Nas versões mais completas, o modelo adicionava ainda paddle-shifts para trocas sequenciais de marchas, modo sport no câmbio e os já citados bancos de couro. Controle de cruzeiro, volante multifuncional, freios a disco nas quatro rodas e detalhes em cromado na carroceria vinham desde a intermediária EX.

Espaço interno agradava

Outros pontos elogiados no City, além da lista de equipamentos, eram o espaço interno e a versatilidade. Especialmente para quem viajava na segunda fileira, onde o modelo tinha assoalho traseiro plano - ou seja, sem a ondulação do túnel central.

O interior do City sempre foi marcado pela racionalidade, mas sem deixar de lado o bom acabamento
Crédito: Divulgação
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O entre-eixos do sedã era de 2,55 m e o porta-malas acomodava até 506 litros, um ótimo volume. O banco traseiro do sedã também podia ser içado, como acontecia com o do Fit.

O visual era atual (e continua) e mesclava elementos de bom gosto, como o capô com vincos e a grade dianteira com barras horizontais. O formato dos faróis também era interessante. A traseira não tinha nenhum charme, mas também não incomodava.

Poucas mudanças

As linhas se mantiveram iguais até 2012, quando o modelo recebeu sua primeira reestilização. A mudança trouxe ajustes estéticos pontuais e manteve a mecânica igual. Dois anos depois, já na linha 2015, o modelo trocou de geração - no que seria a quarta do sedã lá fora e a segunda por aqui.

Essa nova geração deixou o City ainda mais interessante, com motor 1.5 FlexOne de melhor torque, 15,3 kgf.m. A outra mudança mecânica estava na opção automática, que aqui poderia ser feita pelo sistema CVT de sete velocidades. Além, é claro, do câmbio manual de cinco marchas.

O sedã usava o mesmo conjunto mecânico formado pelo motor 1.5 i-VTEC oferecido no irmão Fit
Crédito: Divulgação
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Honda City - Melhor alternativa

É nessa geração, aliás, que apostamos nossas fichas como alternativa para quem busca um sedã compacto muito bem equipado. As versões intermediárias, por exemplo, já saem com seis airbags, cintos de três pontos para todos, central multimídia e ar-condicionado automático.

Boa parte desses exemplares é negociada abaixo dos R$ 70 mil, o que dificilmente se pagaria em uma versão tão equipada de modelos zero-quilômetro. Por isso, é importante procurar alternativas com boa condição e, de preferência, baixa quilometragem.

Vamos usar esses critérios para listar três das várias alternativas disponíveis no estoque da Webmotors.

A primeira unidade que encontramos é da versão mais completa, a EXL, ano 2015, com câmbio automático CVT. Em boas condições, o modelo é anunciado por um proprietário de Jaraguá do Sul (SC) com pouco mais de 71 mil quilômetros rodados e preço de R$ 64.990. A versão tem aerofólio instalado e borrachões nos para-choques dianteiro e traseiro.

Nessa mesma faixa de preço, só R$ 10 mil mais caro, encontramos outro City, linha 2015, na mesma versão topo EXL, por R$ 65 mil. Anunciado por um proprietário do Rio de Janeiro, o modelo com câmbio automático tem pouco mais de 62 mil quilômetros rodados e ótima condição interna, especialmente dos bancos em couro. Segundo o anúncio, o carro é de único dono e passou por uma revisão recentemente.

Mas se você prefere um modelo mais atual, mesmo que não seja tão completo, achamos uma unidade da versão DX com câmbio manual. Ano 2019, o sedã tem pouco mais de 77 mil quilômetros rodados, é de único dono e parece bem conservado. O valor pedido pelo proprietário é R$ 64.900, que é cerca de R$ 6 mil abaixo do indicado  na Tabela Fipe do modelo.

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