A vida do BYD Dolphin Mini no Brasil é a materialização da expressão "zona de conforto". Entre os carros 100% elétricos, o modelo da marca chinesa é líder isoladíssimo, ao mesmo tempo em que está muito distante dos seis hatches mais vendidos do país, atualmente: Volkswagen Polo, Fiat Argo, Chevrolet Onix, Fiat Mobi, Hyundai HB20 e Renault Kwid.
De acordo com dados parciais da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em 2025 o Dolphin Mini acumula 5.900 unidades emplacadas, e o segundo veículo totalmente elétrico mais comercializado é o "irmão maior" Dolphin, com apenas 1.775 - uma diferença de 4.125 carros, o que para apenas três meses é algo realmente absurdo.
Já o terceiro elétrico mais emplacado do país é o surpreendente Volvo EX30, com 871 unidades, e o GWM Ora 03, que parecia ter a terceira posição cativa neste ranking, agora é somente o quarto colocado, com 788 emplacamentos.
Diante deste cenário, e sem fortes candidatos para desbancar o Dolphin Mini deste posto privilegiado, o que resta para a BYD é continuar comemorando - e, aparentemente, sem hora para a festa acabar.
Sem adversários no pequeno universo dos carros 100% elétricos oferecidos no Brasil, o Dolphin Mini poderia olhar para os carros totalmente a combustão e buscar um desafio extra, ou uma motivação a mais, no mercado nacional.
O BYD não toma conhecimento da dupla francesa Citroën C3 e Peugeot 208, que registram até o momento, ainda segunda a Fenabrave, 2.854 e 1.850 veículos comercializados, respectivamente.
No entanto, quando olha para cima, o "Dolphinho" também está muito distante do "top 6". O modelo mais próximo é o Renault Kwid, que em 2025 soma 9.840 unidades emplacadas, uma diferença de 3.940 veículos. E quando olhamos o líder entre os hatches mais vendidos do Brasil, encontramos o Volkswagen Polo com impressionantes 20.910 emplacamentos.
Diante deste cenário, fica claro que o Dolphin Mini vive isolado no mercado brasileiro, o que é muito bom para a BYD, pois se trata de um veículo que é importado da China e que, por isso, tem limitações de volumes mais altos. As coisas, entretanto, poderão mudar quando a marca chinesa começar a produzir localmente o "Dolphinho" na fábrica que está construindo em Camaçari, na Bahia.
A produção local não deve baratear o Dolphin Mini, mas com certeza fará com que a oferta de unidades para comercialização aumente. Assim, talvez o pequenino 100% elétrico se torne uma possível ameaça para o "top 6" hatches mais emplacados do país.