As versões GTI e VR6 do Volkswagen Golf de terceira geração são objeto de desejo dos fãs do hatch médio. Pois faltou pouco para que a marca alemã criasse o A59, uma máquina de rally equipada com um motor 2.0 de 275 cv, que seria a versão mais extrema do modelo feita até então.
Esses 275 cv podem parecer pouco para o padrão atual dos esportivos. Mas era uma belíssima marca em 1993. Para se ter uma ideia, o BMW M3 da mesma época despejava 286 cv.
O Golf A59 foi criado para testar a viabilidade da participação da Volkswagen na temporada 1994 do World Rally Championship (WRC). Pelas regras, a marca teria que produzir 2.500 unidades dessa versão de rally para garantir a sua presença na competição.
O protótipo do A59 foi encomendado para a Schmidt Motorsport, que aproveitou, basicamente, a carroceria do carro de produção. Além dos freios Brembo, a suspensão, por exemplo, tem conjunto multibraços na traseira. Isso seria visto no Golf de rua apenas na quinta geração.
Mas o principal destaque do modelo está sob o capô: um motor 2.0 turbo de alumínio, feito especificamente para o A59 e que desenvolve 159 cv a mais do que o motor 2.0 8V usado pelo Golf GTI vendido na mesma época no Brasil. Esse propulsor está combinado com um câmbio manual de seis marchas e tração integral.
Completam o pacote do Golf A59 uma carroceria modificada com elementos em fibra de carbono e Kevlar, e as rodas Speedline SL817, de 16 polegadas. Por dentro, além do painel digital instalado no mesmo espaço do original analógico, um item obrigatório para um esportivo dos anos 1990: os bancos Recaro.
No final das contas, a Volkswagen desistiu de entrar no WRC. Para sorte dos entusiastas, o protótipo acabou preservado pelo fabricante e hoje é mostrado em exposições pelo mundo. A mais recente delas foi a participação no Sema Show 2022, nos Estados Unidos.