Completar o óleo pode até fundir o motor do carro

Muitas vezes, frentistas propõem medir o nível do lubrificante, mas isso nunca deve ser feito com o propulsor quente

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Redação WM1
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É comum o motorista parar no posto de combustível para abastecer o carro e ouvir o frentista perguntar se pode verificar o nível de óleo do motor e do líquido de arrefecimento do radiador. Em muitos casos, o dono do veículo aceita e autoriza o funcionário a completar o óleo. No entanto, essa prática pode causar danos materiais e alto prejuízo financeiro.

Nem sempre os frentistas e os postos de abastecimento têm capacitação técnica e estrutura adequadas para a realização desse serviço. Mas o procedimento, que parece simples, exige algum conhecimento para ser executado.

É normal, ao conferir a vareta do motor, verificar que o nível do óleo está abaixo do ideal. Isso ocorre simplesmente porque o propulsor está quente e o lubrificante ainda não escorreu totalmente para o seu reservatório, o cárter. O resultado disso é que tanto o frentista quanto o dono do carro acham que é necessário colocar mais óleo de motor.

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Completar o óleo pode danificar o motor

Adicionar mais óleo do que o necessário sobrecarrega o motor, que vai ter de fazer mais força e consumir mais combustível para funcionar. Além de comprometer a eficiência, o excesso de óleo pode levar à quebra de componentes, vazamentos e até mesmo fundir o propulsor.

Para evitar esse tipo de confusão, verifique o nível do óleo sempre com o motor frio e desligado. O veículo tem de estar em local plano para evitar que o lubrificante fique acumulado em um único lado do cárter. Caso o motor ainda esteja quente, aguarde cerca de dez minutos após desligá-lo para conferir o nível indicado na vareta.

Respeite os prazos de troca do óleo

Além de verificar periodicamente o nível do óleo, é importante saber a hora certa de trocar o lubrificante. Alguns fabricantes recomendam a substituição a cada 5 mil quilômetros, enquanto outros indicam a cada 10 mil quilômetros. Nos veículos usados em condições severas e em estradas de terra, a troca pode ser antecipada. O importante é não ultrapassar a quilometragem correta ou o prazo de seis meses, independentemente do quanto o carro rodou nesse período.

Lembre-se também de substituir o filtro a cada troca de óleo. Dessa forma, as impurezas que ficam retidas no componente não contaminarão o lubrificante novo.

Fique atento ao nível mostrado na vareta

Às vezes é necessário completar o nível do óleo, mesmo em veículos em boas condições e que respeitam as recomendações do fabricante. É até normal o motor, novo ou velho, consumir um pouco de óleo antes do prazo de troca. Para saber se o nível de lubrificante está abaixo do ideal, basta conferir se a vareta aponta abaixo da marcação mínima - lembre-se: sempre com o motor frio. Se isso ocorrer, é sinal que o motorista deve levar o veículo até um mecânico de confiança para se certificar de que não há vazamentos ou algum outro problema no motor.

Se o nível estiver entre as marcações máxima e mínima, é sinal de que o motor tem óleo suficiente para funcionar corretamente.

Não misture diferentes tipos de óleo

É muito importante lembrar que o óleo tem de seguir a especificação indicada pelo fabricante do veículo. Misturar lubrificantes de diferentes composições (mineral ou sintético, viscosidade) também pode comprometer a eficiência e, consequentemente, danificar o motor.

O motorista também deve ficar atento à qualidade do combustível. Etanol, diesel ou gasolina adulterados podem contaminar o óleo com substâncias, como solventes, que deterioram o lubrificante e provocam desgaste excessivo e prematuro das peças do motor.

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